Vários indignados e aporreantes leitores, têm escrito para esse autor, demonstrando sinceras insatisfações, ressentimento e até mesmo rancor dirigido a este pobre escrevente.
Reclamam, aqueles descontentes leitores, com certa dose de razão admito, que esse escriba faz troça, escarnecendo apenas das esquerdas progressistas, poupando, como afirmam, a torpe “direita”, tachando-me, assim, de niilista, conservador, de direita, neoliberal, capitalista, chegando alguns às raias de acusar-me de nazista, fascista, “bolsonarista”, “trumpista”, entre outros adjetivos desabonadores e xingamentos mais ou menos indecorosos!
Choro de consternação!
Não gostam de mim?
Snif (soluçando), remoendo-me de tristeza em comiseração, lamentando-me pergunto, (escorrendo furtivas lágrimas de meus olhos úmidos) óh céus, onde estão as liberdades de pensamento e de expressão? “Ó Tempora ó mores”, onde andam “Liberté Égalité Fraternité” tão cantadas em verso e prosa por nossas “esquerdas”? Onde anda “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”? Quanto ódio no coração empedernido de nossos progressistas! Lamentavelmente, observo, tornaram-se, apenas, representantes “modernos” da velha inquisição, sempre prontos a apontar o dedo acusador, J’accuse, apaixonados por suas “supostas” virtudes, ávidos para cancelar e acender suas tochas virtuosas para queimar, nas modernas fogueiras da Inquisição na web, aqueles desvirtuados, que trafegam nas escuras e tortuosas vielas do vício, que ousam entender e enxergar o mundo da maneira “errada”, qual seja, entender e enxergar o mundo com viés de “direita”!
Enxergam o mundo, nossos ex-estimados progressistas, através de lentes maniqueístas, um mundo bipolar, onde existem apenas duas cores, branca ou preta, ou ainda apenas duas entidades, o bem ou o mal! Vivendo no passado, não entendem que, felizmente, a complexidade de nosso tempo, sepultou definitivamente essa antiga dicotomia direita ou esquerda, transformando aquela arcaica orientação política em simples orientação geográfica! Ou, como diria Ortega y Gasset, há mais de cem anos, época em que esses termos ainda significavam pouco mais que simples orientações geográficas: “Ser de esquerda é, como ser de direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, em efeito, são formas da hemiplegia moral…”
Destarte, ao querido amigo (ou nem tão amigo) progressista, recomendo; no lugar de odiar sua esposa, marido, seu cunhado, a sogra, o patrão, o vizinho ou qualquer outro ente querido ou não, “odeie o ZeroBerto” comentando e externando seu rancor nessas páginas! Seu ódio e rancor, quando sinceros, expostos nesse democrático espaço virtual, geram engajamento, quanto maior o engajamento, tanto do bem como do mal, mais grana entrando no bolso do ZeroBerto. Lembro ainda, ao gentil “odiador” rancoroso, que uma graninha a mais é sempre bem-vinda (afinal “pecunia non olet”, né não?), pois com a carestia e o dólar nas alturas, mais uma obra “genial” de nossas esquerdas progressistas, lagostas e champanhe, artigos de primeira necessidade para este humilde autor, seus preços, para minha angústia explodiram!
Perscrutando intimamente minha alma inquieta, meditando solitário em meu refúgio, auto recluso num monastério de monges trapistas, contíguo a refinado lupanar, Sexapil, nas cercanias da cidade de Quizumbinho, assombrado pela ignominiosa carestia e inflação nos preços das essenciais lagostas e champanhe, ao abespinhado leitor, leitora ou leitore, pergunto; Resignação ou suicídio?
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O ódio, o rancor, ou até mesmo o simples desabafo, tudo é bem-vindo (e gera engajamento). 😏 Não tenha vergonha de soltar tudo – afinal, até o ZeroBerto agradece!