Princesa Broxônia, cuja lenda teria originado o termo 'broxar'

Sobre broxar ou não brochar no universo progressista…

Caríssimos,

Lembro que ao homem, cabe o ônus da ereção!

Reitero aos digníssimos, sem constrangimento, de maneira sincera e verdadeira, que, assim como Ziraldo (afamado escritor, cartunista e colaborador do finado hebdomadário “O Pasquim”), eu nunca broxei!

Não se encaixam aqui, nesse democrático espaço virtual, discussões semânticas e acaloradas sobre a correta grafia do verbo broxar ou brochar. Como todos sabem, trata-se de um neologismo, uma palavra nova que tem como significado coloquial, uma gíria das ruas, o ato masculino de “negar fogo” ou falhar na hora H, na ereção. Afirmo com segurança, depois de árdua pesquisa, que esse neologismo não guarda relação com o enorme e grosseiro pincel, apetrecho de trabalho dos pintores denominado “brocha”. Ademais, “broxar” com “x” deixa o vocábulo mais descontraído, mais hilário que o vetusto “ch”.

O Grande (dizem que devido ao seu imenso genitálio) Bussanarola (filósofo popular inclusivo, pesquisador progressista, antifa, defensor dos desvalidos e dos povos da floresta), após intensa pesquisa de campo e praia, descobriu a verdadeira origem do verbo broxar. O vocábulo, segundo o eminente pesquisador, remete à história verídica, confirmam outros estudiosos, de uma antiga princesa-guerreira nórdica de nome Broxônia. Descreve Bussanarola, nesse elegante artigo publicado no periódico científico La Lanceta, que Broxônia, embora apresentasse beleza ímpar, jamais se casou, nem deixou herdeiros. Reza a lenda que, apesar de sua formosura, todos os guerreiros vikings que tentavam, digamos assim, fornicar, no sentido bíblico, ou “abiscoitar”, em linguagem mais popular, a beldade, falhavam na hora H. Tornou-se senso comum que, devido a essa antiga lenda, os vikings, conhecidos por sua indômita bravura e imbroxabilidade, passaram a utilizar o verbo “broxoniar” para designar jocosamente aqueles que, bem, falhavam na hora H: “Erick levou Hilda para sua tenda, encheu a cara com hidromel e… broxoniou”. Em escavações arqueológicas, no local onde provavelmente ocorreram esses fatos, séculos mais tarde, arqueólogos descobriram a suposta tumba da princesa Broxônia, e o mistério da broxice dos vikings frente à princesa foi finalmente elucidado: Broxônia, na verdade Broxônio, ostentava, mesmo post mortem, uma protrusão na região em que deveria haver uma intrusão. Trocando em miúdos, ostentava uma estrovenga de respeito, o “princeso”. Lenda ou realidade? O fato é que, pela moderna História progressista, foram os vikings que descobriram a América e não Cristovão Colombo, tendo aqueles nórdicos, inclusive, chegado ao Brasil quatrocentos anos antes de Cabral. Os visitantes vikings teriam trazido o termo “broxoniar” e ensinaram o significado aos índios locais, também imbroxáveis, segundo relatos da época. Os índios, séculos após, ensinaram o termo aos portugueses, indubitavelmente broxas (lídimos representantes do homem branco europeu, conquistador e genocida dos povos que já habitavam pacificamente nosso vasto e, até então, próspero território), quando desembarcaram no Brasil. O termo foi abrasileirado, segundo os estudos de Bussanarola, após séculos de várias adaptações linguísticas, transformando-se, finalmente, em “broxar”. Acredito, porém, que faltem dados definitivos para confirmar essas conclusões de Bussanarola. Peço, assim, cuidado ao leitor ao disseminar inadvertidamente essas informações que, de minha parte, acho um tanto fantasiosas, carecendo de maiores investigações. Entendo, no entanto, que broxar ou não brochar não é uma questão (parafraseando Shakespeare) nem nunca foi uma questão para mim, tampouco para o grande Ziraldo. “Nunca broxamos” (jamais mentiríamos em assunto tão sério) e basta!

 

 

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